domingo, 14 de fevereiro de 2010
Dinâmica
Estrada grupal
Objetivo:
Facilitar o conhecimento entre os participantes de um grupo;
Resolver situações-problema e desafios matemáticos.
Procedimentos:
1) Distribuir a cada participante uma peça de um quebra-cabeça que, montado, formaria a imagem de uma estrada;
2) Algumas peças possuem no verso uma pergunta, e outras, uma resposta. Na relação entre a pergunta e a resposta as peças se encaixam;
3) Os participantes devem procurar, entre todos os outros participantes, a peça que irá completar a sua parte do quebra-cabeça;
4) Formarão, então, duplas para falarem e discutirem o que sugerem os seus desafios;
5) As duplas apresentam para o grupo, comentando sobre a pergunta e a resposta;
6) Após as apresentações, o grupo é convidado a formar, com as peças já em dupla, o quebra-cabeça da estrada;
7) Com a estrada construída, abrir para discussões e comentários no grupo;
8) Fechamento da dinâmica.
Brincando com a Matemática
O professor organizará a competição, formando um número de equipes de acordo com o número de colunas de carteiras existentes na sala de aula. Os alunos estarão de pé, ao lado de suas carteiras. O professor anunciará, em voz alta, uma operação matemática cujo resultado final seja um número que só tenha um algarismo.
Exemplo: 3x5-12=?
Os alunos, em grupo, resolvem mentalmente a expressão e agrupam-se em círculo, na frente de sua coluna, dando os braços entre si, de acordo com o resultado (no exemplo acima devem participar apenas três alunos). Sairá vencedora a equipe que responder corretamente a expressão matemática, no menor tempo possível.
Fonte: SILVA, Elizabeth. “Recreação com jogos de matemática”. Rio de Janeiro: Sprint, 2001, p. 24.
O lúdico como motivação nas aulas de Matemática
As atividades lúdicas (jogos, brincadeiras, brinquedos...) devem ser vivenciadas pelos educadores. É um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, bem como uma possibilidade para que afetividade, prazer, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação e criatividade cresçam, permitindo que o outro construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir.
Quando crianças ou jovens brincam, demonstram prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca da satisfação de seus desejos. E a curiosidade que os move para participar da brincadeira é, em certo sentido, a mesma que move os cientistas em suas pesquisas. Dessa forma é desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a aprendizagem escolar.
Caminhos de aprendizagem
Vale salientar que o aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca.
Ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós, como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.
O uso de jogos e curiosidades no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. A aprendizagem através de jogos, como dominó, quebra-cabeça, palavras cruzadas, memória e outros permite que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e divertido.
Analisando as possibilidades do jogo no ensino da Matemática, percebemos vários momentos em que crianças e jovens, de maneira geral, exercem atividades com jogos em seu dia-a-dia, fora das salas de aula. Muitos desses jogos culturais e espontâneos, apresentam impregnados de noções matemáticas que são simplesmente vivenciadas durante sua ação no jogo.
O desenvolvimento do projeto Matemática e ludicidade buscou envolver os educandos nas brincadeiras, jogos e desafios apresentados e construídos. Os vários conteúdos matemáticos trabalhados de forma lúdica e prazerosa com os alunos do Ensino Fundamental (5ª a 8ª Séries) do Colégio Municipal Aurelino José de Oliveira (Candiba, BA) tiveram grande relevância. Os alunos perceberam que é possível aprender Matemática de forma lúdica, recreativa e divertida, tendo maior aprendizagem em relação aos conteúdos estudados, bem como contribuindo para o aumento da criatividade, criticidade e inventividade no ensino da Matemática.
Sandra Alves de Oliveira,
pedagoga e especialista em Matemática e Estatística,
professora no Departamento de Educação
de Guanambi, BA, Uneb.
Endereço eletrônico: soliveira4@hotmail.com
Artigo publicado na edição nº 377, jornal Mundo Jovem, junho de 2007, página 5.
Quando crianças ou jovens brincam, demonstram prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em busca da satisfação de seus desejos. E a curiosidade que os move para participar da brincadeira é, em certo sentido, a mesma que move os cientistas em suas pesquisas. Dessa forma é desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a aprendizagem escolar.
Caminhos de aprendizagem
Vale salientar que o aspecto afetivo se encontra implícito no próprio ato de jogar, uma vez que o elemento mais importante é o envolvimento do indivíduo que brinca.
Ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Nós, como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.
O uso de jogos e curiosidades no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. A aprendizagem através de jogos, como dominó, quebra-cabeça, palavras cruzadas, memória e outros permite que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e divertido.
Analisando as possibilidades do jogo no ensino da Matemática, percebemos vários momentos em que crianças e jovens, de maneira geral, exercem atividades com jogos em seu dia-a-dia, fora das salas de aula. Muitos desses jogos culturais e espontâneos, apresentam impregnados de noções matemáticas que são simplesmente vivenciadas durante sua ação no jogo.
O desenvolvimento do projeto Matemática e ludicidade buscou envolver os educandos nas brincadeiras, jogos e desafios apresentados e construídos. Os vários conteúdos matemáticos trabalhados de forma lúdica e prazerosa com os alunos do Ensino Fundamental (5ª a 8ª Séries) do Colégio Municipal Aurelino José de Oliveira (Candiba, BA) tiveram grande relevância. Os alunos perceberam que é possível aprender Matemática de forma lúdica, recreativa e divertida, tendo maior aprendizagem em relação aos conteúdos estudados, bem como contribuindo para o aumento da criatividade, criticidade e inventividade no ensino da Matemática.
Sandra Alves de Oliveira,
pedagoga e especialista em Matemática e Estatística,
professora no Departamento de Educação
de Guanambi, BA, Uneb.
Endereço eletrônico: soliveira4@hotmail.com
Artigo publicado na edição nº 377, jornal Mundo Jovem, junho de 2007, página 5.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Pela lente da emoção
Uma casa...
um abacateiro...
pássaros, asas de borboleta,
uma cadeira, um sonho,
uma emoção.
Adolescente...
quanta alma em cada pensamento
que voava ligeiro e
fazia bater o coração.
Hoje...agora...
já não posso sonhar os mesmos sonhos
que ficaram plantados no jardim da lembrança.
Outros pássaros, nem abacateiro, nem cadeira,
tudo novo, algumas reformas, a casa é outra,
mas no fundo, bem no fundo
através da saudade
posso rever tudo o que ficou
guardado no meu coração.
Elaine Oliveira
um abacateiro...
pássaros, asas de borboleta,
uma cadeira, um sonho,
uma emoção.
Adolescente...
quanta alma em cada pensamento
que voava ligeiro e
fazia bater o coração.
Hoje...agora...
já não posso sonhar os mesmos sonhos
que ficaram plantados no jardim da lembrança.
Outros pássaros, nem abacateiro, nem cadeira,
tudo novo, algumas reformas, a casa é outra,
mas no fundo, bem no fundo
através da saudade
posso rever tudo o que ficou
guardado no meu coração.
Elaine Oliveira
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Amigos queridos
Quando se tem amigos a vida fica mais suave. É gostoso ter alguém para desabafar, para dividir o que nos incomoda e o que nos faz contentes.
Para todos os meus amigos um Feliz Domingo!
Que Deus esteja cuidando de cada pensamento
e de cada passo de vocês.
Abraços da Elaine
Para todos os meus amigos um Feliz Domingo!
Que Deus esteja cuidando de cada pensamento
e de cada passo de vocês.
Abraços da Elaine
Para a sua honra e glória
Amanheceu...
O sol em fios de ouro
penetra as árvores
e reflete magia aos
olhos dos caminhantes.
Eu sozinha,
um senhor com um cachorro ao lado,
outros cachorros com a passagem deste
fazem festa, num eco de euforia.
Uma brisa leve faz do dia
quente e ensolarado
uma promessa de bons momentos
do retorno da alegria.
Vou à panificadora,
algumas pessoas esperam
na fila e conversam
coisas do dia a dia.
Enquanto conversam
observo à volta e agradeço
a Deus pela alegria de
estar viva mais um dia!
Elaine Oliveira
O sol em fios de ouro
penetra as árvores
e reflete magia aos
olhos dos caminhantes.
Eu sozinha,
um senhor com um cachorro ao lado,
outros cachorros com a passagem deste
fazem festa, num eco de euforia.
Volta o silêncio...
Entrecortado vez por outra pelo barulho
das asas das pombas que pipocam no ar
felizes pelo alimento encontrado.Uma brisa leve faz do dia
quente e ensolarado
uma promessa de bons momentos
do retorno da alegria.
Vou à panificadora,
algumas pessoas esperam
na fila e conversam
coisas do dia a dia.
Enquanto conversam
observo à volta e agradeço
a Deus pela alegria de
estar viva mais um dia!
Elaine Oliveira
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Luzes de nós
Enquanto ouço palavras,
o vento leva minha essência
e flutua pelas mais recônditas
paisagens e sítios.
Enquanto os meus olhos
perpassam as infinitas matizes
das flores e delas retira
força divina, a minha esperança
retorna ao coração.
Enquanto ouço música,
a minha alma se esvai
pelo campo das recordações,
gira, salta, dança e cai
no verdejante tapete das emoções.
Enquanto sonho,
a minha luz existe, mesmo que
em pequena chama,
e clama, e sobe aos céus
em forma de oração.
(Elaine Oliveira)
E por falar em Poesia: Tijucas do Sul
03 de fevereiro: professores de Educação Infantil-
Anos Iniciais reunidos numa sala. A oficina começa.
Um bebê faz parte do cenário, afinal a mãe-professora não teve com quem deixá-lo.
A oficineira inicia o seu momento de poesia:
declamando, interpretando. Aos poucos, vai
apresentando Vinícius de Moraes, Cecília Meireles,
Manuel Bandeira, Helena Kolody, Fernando Pessoa, bem como os seus heterônimos e uma poesia de sua autoria. Pede para que todos fechem
os olhos e vivenciem cada verso, cada estrofe. Lágrimas correm, é um momento de reflexão, de
saudade, de recordação de coisas que se foram e não voltam mais. A poesia mexe com os sentimentos,
faz uma reviravolta na emoção. Todos participam: dramatizam, riem, choram, correm, sentam, abraçam,
beijam, descobrem que o professor pode transmitir além do seu saber, muita emoção. O professor é gente
e como tal tem sangue nas veias, tem amor no coração.
As horas passam como o fio de água numa cachoeira: ligeiras. No final, a pedagoga Maria homenageia a docente com uma poesia escrita pela pedagoga Rosana: que emoção!!! Novamente choro, novamente lágrimas teimam em cair e todos descobrem que poesia além de ser um pingo de tinta em cada amanhecer
é vida, é luz, é movimento, é sobretudo Deus.
Elaine Oliveira
Anos Iniciais reunidos numa sala. A oficina começa.
Um bebê faz parte do cenário, afinal a mãe-professora não teve com quem deixá-lo.
A oficineira inicia o seu momento de poesia:
declamando, interpretando. Aos poucos, vai
apresentando Vinícius de Moraes, Cecília Meireles,
Manuel Bandeira, Helena Kolody, Fernando Pessoa, bem como os seus heterônimos e uma poesia de sua autoria. Pede para que todos fechem
os olhos e vivenciem cada verso, cada estrofe. Lágrimas correm, é um momento de reflexão, de
saudade, de recordação de coisas que se foram e não voltam mais. A poesia mexe com os sentimentos,
faz uma reviravolta na emoção. Todos participam: dramatizam, riem, choram, correm, sentam, abraçam,
beijam, descobrem que o professor pode transmitir além do seu saber, muita emoção. O professor é gente
e como tal tem sangue nas veias, tem amor no coração.
As horas passam como o fio de água numa cachoeira: ligeiras. No final, a pedagoga Maria homenageia a docente com uma poesia escrita pela pedagoga Rosana: que emoção!!! Novamente choro, novamente lágrimas teimam em cair e todos descobrem que poesia além de ser um pingo de tinta em cada amanhecer
é vida, é luz, é movimento, é sobretudo Deus.
Elaine Oliveira
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Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?" Cecília Meireles
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?" Cecília Meireles
Paisagem
Ieda






